|
Na costa Holandesa, o primeiro grande projecto offshore está a ser preparado para entrar em funcionamento no início deste ano (2007). Localizado a 8 milhas de Haarlem, o campo eólico de Egmond aan Zee terá 36 turbinas, possuindo cada estrutura braços com a altura superior ao comprimento de um campo de futebol, irá gerar electricidade suficiente para abastecer 10 000 casas. Similarmente, o primeiro grande campo eólico offshore do Reino Unido, no North Hoyle, foi construído em 2003 na costa de Welsh. O projecto está agora completamente operacional e abastece aproximadamente 40 000 casas, reduzindo a libertação de CO2 por ano em cerca de 160 000 toneladas. Uma capacidade adicional de 5000 MW está actualmente a ser planeada para o norte da Europa e projectos offshore similares estão a ser propostos para a Irlanda, França e Alemanha. Nos Estados Unidos, onde o abastecimento da energia eólica é menos de 1% do consumo energético nacional, estão sob revisão propostas para o Texas, Nova Jersei e Massachusetts.
Oposição Inevitável
A construção de parques eólicos cria inevitavelmente um conjunto de preocupações sobre os seus potenciais impactos. “A oposição pública dos parques eólicos em águas costeiras é baseada maioritariamente em preocupações ao nível do impacto visual nas vistas marinhas e efeitos prejudiciais nas aves, animais marinhos e os seus habitats” diz o Dr. Porter Hoagland, investigador no Marine Policy Center, Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), Estados Unidos. “Outros grupos tem expressado preocupações a cerca do potencial impacto nos navegadores e importantes frotas pesqueiras.” A maior oposição é a estética, com oponentes declarando a justaposição da colocação de estruturas elevadas em locais e paisagens imaculadas.
Em nenhum outro lugar este assunto tem sido tão vivamente discutido do que em Massachusetts, onde a proposta para o primeiro campo eólico offshore da América em Nantucket Sound, tem sido sujeito a uma controvérsia publica e politica desde 2002.
|
|